7ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina

Nos dias 30 e 31 de janeiro de 2025, Turvo, Santa Catarina, foi palco da 7ª Abertura da Colheita do Arroz e do 9º Dia de Campo Dagostin Sementes, eventos que trouxeram inovações e avanços no cultivo do grão.
Com uma programação diversificada, os participantes assistiram a oficinas, palestras, visitas a vitrines tecnológicas e o lançamento da nova cultivar da Epagri SCS127 CL.

Os eventos reforçaram o compromisso com a inovação no setor orizícola e destacaram a importância da integração entre produtores, técnicos e novas tecnologias para um futuro mais sustentável no campo.

SCSBRS126 Dueto - Cultivar de arroz Epagri tolerante a extremos de temperatura

A SCSBRS126 Dueto é a mais nova variedade de arroz irrigado lançada pela Epagri. Além dos atributos agronômicos que toda variedade Epagri tem, a Dueto se destaca pela tolerância a extremos de temperatura (frio ou calor excessivos) na fase reprodutiva. Assim, as perdas de produtividade, no caso de ocorrência de extremos de temperatura, são bem reduzidas.

O nome "Dueto" é alusivo à parceria interinstitucional entre Epagri e Embrapa, reconhecendo as contribuições dos Engenheiros Agrônomos Me. Richard Elias Bacha e Dr. Orlando Peixoto de Morais (in memoriam) para a orizicultura brasileira.


Alguns destaques da SCSBRS126 Dueto 

  • Excelente produtividade
  • Tolerante a estresse de temperatura (baixa ou alta) na fase reprodutiva
  • Adequada à parboilização
  • Excelente comportamento sensorial (arroz branco)

 
A nova variedade é recomendada para cultivo em sistema pré-germinado em todas as regiões produtoras de arroz irrigado de Santa Catarina, sendo indicada principalmente para regiões com altitude superior a 400m, sujeitas a massas de ar frio (frentes frias) que provocam quedas de temperatura durante o cultivo do arroz.
 

6ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina

 Em 18 de janeiro de 2024, ocorrerá em Massaranduba (SC), a 6ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina. O evento, com abertura dos portões do Pavilhão de Eventos às 7:00h, terá extensa programação técnica, cujo destaque será a Abertura da Colheita, com início previsto para as 11:00h.

No período da manhã, os participantes percorrerão diversas vitrines tecnológicas, com demonstração de pulverização aérea com avião e drone. Inovando nesta edição, teremos palestras técnicas no período da tarde, finalizando com um grande sorteio de prêmios ao final do evento. Participe!



5ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Santa Catarina

Quinta-feira (9 p.p), Tubarão recebeu a 5ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Santa Catarina. O evento ocorreu a partir das 7h30, no bairro Monte Castelo, na Coopagro.

O evento foi de suma importância para os integrantes da cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina, e tornou-se um momento especial para festejar a colheita de mais uma safra, e, igualmente, para discussão e troca de conhecimentos sobre a produção deste cereal, que é uma das principais fontes de alimento do Brasil.
A abertura da safra do arroz aconteceu em paralelo ao 3º Dia de Campo da Copagro, que contou com 16 vitrines tecnológicas nas culturas de arroz, milho, soja e forragens.


4ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina

 

A 4º Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina será realizada dia 11 de fevereiro de 2022. Organizado pelo Sindarroz-SC e realizado na Epagri/Estação Experimental de Itajaí, o evento será no formato híbrido, presencial com limitada participação de público e inscrição antecipada, e virtual através das redes sociais. Além da solenidade de abertura da colheita, serão apresentadas pela Epagri vitrines tecnológicas e haverá participação de empresas parceiras mostrando as inovações mais recentes e disponíveis para a Cadeia Produtiva do Arroz. Para os participantes presenciais, o público será limitado a 250 participantes. Portanto, visando ao atendimento dos protocolos sanitários, somente serão aceitas inscrições antecipadas.
Mais informações no website do evento: https://colheitaarrozsc.com/4a-abertura-oficial/

Surto de sogata na divisa norte catarinense

Eduardo R. Hickel, DSc Entomologia
Epagri - Estação Experimental de Itajaí

Nesta safra (2018/19), um surto de grandes proporções da cigarrinha-do-arroz, mais conhecida por “sogata”, foi constatado nos municípios do litoral sul paranaense, incluindo Guaratuba, na divisa, e em Garuva, em Santa Catarina.
A sogata, Tagosodes orizicolus (Müir) (Hemiptera: Delphacidae) é uma importante praga do arroz no norte da America do Sul (Colômbia, Venezuela e Perú) e no Caribe (Cuba) e, embora a espécie ocorra no Brasil, não é considerada praga importante no país. Sujeito à forte pressão de controle biológico natural, esse inseto não consegue formar altas populações no Brasil.

Conhecendo a sogata
Os adultos de sogata são pequenas cigarrinhas, com dimorfismo sexual (Figura 1). As fêmeas medem de 3 a 4mm de comprimento e são de coloração castanho-amarelada, podendo possuir asas ou viverem com asas rudimentares e não funcionais (fêmeas braquípteras). Os machos são menores (2 a 3mm de comprimento) e de coloração preta. Em ambos os sexos, há uma faixa mediana dorsal de cor clara na cabeça e no tórax. Os ovos são postos em grupos de 8 a 20 no interior da nervura principal e incubam por 3 a 5 dias. As ninfas são branco-amareladas, ápteras e com duas faixas escuras dorso-longitudinais. A fase ninfal varia de 18 a 15 dias, sucedendo-se as gerações em cerca de 20 dias.
Figura 1. Fêmeas aladas e braquípteras e macho de sogata
 em folha de arroz. Fonte: FLAR

Danos
A sogata suga a seiva do arroz, nas folhas, talos e panículas. Isso causa o amarelecimento e posterior seca das partes verdes da planta, com perdas significativas na produção em caso de infestação severa. A excreção do excesso de seiva sugada leva ao desenvolvimento de fumagina nas folhas (Figura 2) e atração de muitos dípteros muscoides. Contudo, a importância da sogata não reside apenas no dano direto que o inseto pode causar, mas principalmente na transmissão do vírus da folha branca, doença que ainda não foi constatada no Brasil. Incidindo nos estágios iniciais da lavoura, o vírus da folha branca compromete gravemente o desenvolvimento e posterior floração das plantas atacadas.
 Figura 2. Lavoura infestada por sogata.
 Plantas com fumagina nas folhas

Analisando a problemática
As causas que levaram ao surto de grandes proporções nesta safra podem ser diversas, porém de âmbito macrorregional. A reprodução da sogata é favorecida por tempo seco e o mês de janeiro foi particularmente seco esse ano.
Há que se supor também alguma quebra do controle biológico natural, quer devido ao tempo seco ou outros fatores. Os principais agentes de controle biológico são os fungos (metarrízio principalmente), vespinhas parasitoides e aranhas. Epizootias de metarrízio são desfavorecidas em tempo seco e o excesso de aplicação de inseticidas, pode ter levado ao colapso das populações de vespinhas e aranhas.

Expectativa para a próxima safra
Num cenário otimista, o controle biológico natural se re-estabelecerá, justamente em resposta às elevadíssimas populações do inseto. Isso fará retornar o equilíbrio natural entre presa/ predador, impedindo que surtos de sogata ocorram novamente.
Num cenário pessimista, o surto populacional foi de tamanha proporção que, mesmo o controle biológico se re-estabelecendo, não será mais suficiente para retornar ao equilíbrio anterior e as populações de sogata passarão a um novo patamar de ocorrência. Isso pode tornar o inseto em praga frequente e permitir seu alastramento para outras regiões orizícolas catarinenses.
Independente do cenário, a próxima safra exigirá vigilância extrema para a ocorrência da sogata. Medidas de monitoramento em lavoura deverão ser implementadas a partir do perfilhamento, para constatar os possíveis primeiros indícios de crescimento populacional. Estratégias de controle também deverão ser planejadas e deixadas de prontidão.
 

SCS124 Sardo - Arroz branco de excelência lançado pela Epagri

A Epagri/ Estação Experimental de Itajaí lançou, por ocasião da 1ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina, ocorrida aos 06 de fevereiro de 2019 em Jacinto Machado,  a nova variedade de arroz irrigado, SCS124 Sardo

Lavoura de SCS124 Sardo
O Sardo é arroz branco de excelência e veio para suprir o segmento de mercado de arroz premium, atendendo a uma das principais demandas da cadeia produtiva de arroz catarinense.
A nova variedade é de ciclo médio (134 dias) e se destaca pelo bom desempenho em lavoura, com arquitetura ereta e produtividade média de 8.700 kg/ha. 
Grãos do SCS124 Sardo
Na colheita, apresenta até 27% de grãos longo fino (as outras cultivares Epagri têm em torno de 3% de grãos nessa categoria), sendo por isso, adequada para o beneficiamento como arroz branco.
A denominação "Sardo" para o SCS124 é uma justa homenagem à Família Sardo, da qual vários integrantes foram e ainda são funcionários da Estação Experimental de Itajaí, inclusive laborando no Projeto Arroz.

Os produtores de sementes conveniados com a Epagri estarão disponibilizando, para o cultivo na safra 2019/20, sementes para os produtores de arroz. O SCS124 Sardo surge como opção de diversificação da produção de arroz e exploração do mercado de arroz branco de alta qualidade.

SCS123 Pérola - Nova variedade de arroz lançada pela Epagri

A Epagri/ Estação Experimental de Itajaí disponibiliza, a partir da safra 2018/19, a nova variedade de tipo especial de arroz irrigado, SCS123 Pérola. O Pérola é um arroz para suprir o segmento de mercado de tipos especiais utilizados na culinária mediterrânea, mais precisamente a italiana com seus risotos.
A nova variedade se destaca pelo seu alto desempenho na lavoura e por ter boa resistência à brusone, uma das piores doenças do arroz. Também apresenta boa resistência ao acamamento e destaca-se na produtividade. Na indústria, a nova variedade é adequada para o segmento de arroz especial para risoto e possui bom rendimento industrial.
O arroz para risoto possui características bem peculiares, como o formato do grão, a textura e a capacidade de absorver os sabores adicionados no preparo culinário. É um produto que chega ao mercado com requinte e alto valor agregado.
Produtores de sementes conveniados com a Epagri estarão disponibilizando, para o cultivo na safra 2019/20, sementes para os produtores de arroz. O SCS123 Pérola surge como opção de diversificação da produção de arroz e exploração do crescente mercado de tipos especiais de arroz.

Surto de broca-do-colo na EEI

por Dr. Eduardo Rodrigues Hickel
Pesquisador da Estação Experimental de Itajaí/ Epagri
Entomologia
 
A broca-do-colo, também conhecida por "oquetina" (Ochetina uniformis) (Coleoptera: Curculionidae) é um gorgulho aquático que pode infestar as lavouras de arroz irrigado, principalmente no sistema de cultivo pré-germinado.
 O adulto é um pequeno besouro com cerca de 5mm de comprimento, de corpo oblongo e coloração geral parda, por vezes indistinguível da cor do barro. Difere de outros gorgulhos aquáticos do arroz, como a bicheira-da-raiz, pela longa tromba negra na cabeça. A larva é em forma de verme recurvado, de cor branca-amarelada, ápoda, com cabeça marrom e seis espiráculos dorsais em forma de gancho nos segmentos abdominais.
A larva da broca-do-colo se assemelha muito às larvas de bicheira-da-raiz, porém são maiores (11 a 14mm de comprimento) e habitam a parte interna da planta, na região da medula, próximo às raízes.
Os sintomas da broca-do-colo são, principalmente, o "coração morto" e eventualmente a panícula branca. Pantas atacadas pela praga, quando arrancadas, podem se romper no colo, deixando as raízes no solo. 
Essa safra temos vivenciado uma explosão populacional de bicheira-da-raiz e as condições que favoreceram a bicheira, também favoreceram a broca-do-colo. Embora os adultos da broca-do-colo não sejam atraídos pela luz e portanto não constatados no MonitOryza, suas populações também estiveram altas.
Disto resultaram reboleiras de ataque da broca-do-colo nas lavouras da EEI destinadas ao monitoramento de pragas (onde não é feita a aplicação de inseticidas).
Nestas reboleiras, as plantas apresentam-se menores e com muitas folhas secas. Diversos perfilhos na touceira têm a folha central seca, característico do dano “coração morto”. 
As medidas para controle da broca-do-colo, via de regra, são as mesmas que aquelas aplicadas para controle da bicheira-da-raiz. Assim é preciso:
- Nivelar bem a lavoura e mantê-la sempre com uma lâmina de água adequada. 
- Vistoriar periodicamente a lavoura para verificar a ocorrência e os locais de maior concentração da praga (reboleiras). 
- Reforçar a adubação nitrogenada nas reboleiras, para forçar um maior perfilhamento das plantas. 
- Eliminar as plantas aquáticas hospedeiras que estejam nas quadras ou nos valos. 
- Eliminar os restos de cultura após a colheita e proceder a limpeza ou roçada de taipas, valas e estradas internas, para reduzir possíveis sítios de hibernação.
Os inseticidas atualmente registrados para a bicheira-da-raiz também controlam a broca-do-colo.
 


Salinidade da água de irrigação

por Dra. Fabiana Schmidt
Pesquisadora da Estação Experimental de Itajaí/ Epagri
Fertilidade do solo e nutrição mineral de plantas

Atenção - estamos passando por um período de estiagem prolongada, que baixou o nível de água de diversos rios, e isso pode favorecer a formação de cunhas salinas nos rios que sofrem a influência do mar. Além disso, o Litoral Catarinense tem sofrido o efeito de muitas marés altas, que também favorecem a entrada da água do mar nesses rios.
Desse modo, alertamos os técnicos e produtores de arroz que se utilizam da água de rios que são influenciados pelo mar, para que efetuem o monitoramento da qualidade da água utilizada na irrigação do arroz, agora durante a fase vegetativa, devido a sensibilidade à salinidade pelo arroz.
Para o arroz irrigado, a recomendação da Sociedade Sul-brasileira de Arroz Irrigado (Sosbai) é que a irrigação deve ser suspensa quando a condutividade elétrica da água atinge valores iguais ou superiores a 2 dS m-1.
Os experimentos conduzidos pela Epagri mostraram que todas as cultivares da Epagri são sensíveis à salinidade no estabelecimento inicial da cultura (veja imagens dos sintomas abaixo).
O limite crítico da condutividade elétrica (CE) da água para utilização na irrigação das lavouras no estabelecimento inicial da cultura é 2 mS cm-1 = 2dS m-1 = 2.000 µS cm-1. Aos produtores de arroz de SC, que utilizam águas de rios litorâneos, recomenda-se a aquisição e utilização de condutivímetros portáteis, que são de baixo custo e fácil operação, para que possam acompanhar a qualidade da água e tomar decisões acertadas no manejo da irrigação nas lavouras.
A Epagri através do CIRAM também oferece o serviço de monitoramento da maré ao longo do dia e também a previsão para uma semana. Acessando o site do CIRAM : http://www.ciram.sc.gov.br/, na barra Principais Serviços - clique na opção Litoral on –line e após clique em Maregrama.
Abaixo o link direto:
http://www.ciram.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=812&Itemid=490

Interpretando os resultados 

Cada rio tende a ter uma gama relativamente consistente de valores de condutividade elétrica que, uma vez conhecidos, podem ser utilizados como base de comparação para medições regulares de condutividade. Desta forma, alterações significativas na condutividade podem indicar que a água do mar ou alguma fonte de contaminação tenha adentrado no corpo hídrico.
Algumas faixas de condutividade elétrica:

Tipo de água                   Condutividade elétrica (µS cm
-1)
Água deionizada                               0,5-3
Pura água da chuva                           < 15

Rios de água doce                             0-800 
Água salobra                                 1600-4800
Água salina                                     > 4.800
A água do mar                                  51.500
Águas industriais                          100-10.000
 

Sintomas de estresse salino:

I - Início da irrigação no estádio S3
II -  Início da irrigação no estádio V3-V4

Legenda: 


SCS122 Miura - Nova variedade de arroz lançada pela Epagri

A Epagri/ Estação Experimental de Itajaí disponibiliza, a partir da safra 2017/18, a nova variedade de arroz irrigado, SCS122 Miura. A denominação é uma homenagem ao pesquisador da Epagri, engenheiro-agrônomo e mestre Lucas Miura, fitopatologista que atuou na equipe de pesquisa em arroz irrigado da Estação Experimental de Itajaí. 
A nova variedade se destaca pelo seu alto desempenho na lavoura e por ter boa resistência à brusone, uma das piores doenças do arroz. Também apresenta boa resistência ao acamamento, embora possa apresentar sintomas de toxidez por ferro. Na indústria, a nova variedade é adequada tanto para arroz branco quanto parboilizado e possui bom rendimento industrial.
Os produtores de sementes de Santa Catarina, associados da Acapsa (Associação Catarinense dos Produtores de Sementes de Arroz), estarão disponibilizando, já para o cultivo da safra 2017/18, sementes para os produtores de arroz.
O SCS122 Miura surge como opção de substituição do SCS121 CL naquelas áreas que não tem problema com arroz-daninho ou que já foram limpas com cultivo CL, permitindo ao produtor de arroz voltar ao seu sistema tradicional de cultivo nestas áreas.
Os agricultores interessados em cultivar a SCS122 Miura devem contatar com os técnicos da Epagri nos municípios, nas cooperativas ou com as demais entidades representativas da cadeia produtiva do arroz irrigado em Santa Catarina.

SCS121 CL - Nova variedade de arroz lançada pela Epagri

A nova variedade de arroz – SCS121 CL  foi desenvolvida por pesquisadores da Estação Experimental de Itajaí, em parceria com a Basf. A sigla CL significa que esta variedade deve ser usada no sistema de produção Clearfield – termo em inglês que significa “campo limpo”. A nova variedade se destaca pelo seu alto desempenho na lavoura, por ser resistente a herbicidas do grupo químico das imidazolinonas, que controlam praticamente todas as plantas daninhas que infestam as lavouras de arroz irrigado, inclusive o arroz-daninho, também conhecido como arroz-vermelho. Também apresenta boa resistência às doenças e ao acamamento. Na indústria, a nova variedade é adequada tanto para arroz branco quanto parboilizado e possui maior rendimento industrial, em função do menor percentual de casca nos grãos. A variedade SCS121 CL se destaca ainda pelas boas qualidades culinárias, o que agradará os consumidores.
Os produtores de sementes de Santa Catarina, associados da Acapsa (Associação Catarinense dos Produtores de Sementes de Arroz), estarão disponibilizando, já para o próximo cultivo na safra 2015/16, mais de 3.250 toneladas de sementes, ou seja, aproximadamente 65.000 sacas de 50 kg, quantidade de sementes suficientes para o cultivo em mais de 30 mil hectares.
Estudos realizados em outras regiões do Brasil confirmaram que além de Santa Catarina, a nova variedade poderá ser cultivada em outros estados brasileiros como o Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará e Maranhão, além de países como Argentina, Paraguai e Bolívia.
Os agricultores interessados em cultivar a SCS121 CL devem contatar com os técnicos da Epagri nos municípios, nas cooperativas ou com as demais entidades representativas da cadeia produtiva do arroz irrigado em Santa Catarina.


XII Conferência Internacional de Arroz para a América Latina e Caribe

De 23 a 26 de fevereiro de 2015 será realizada, em Porto Alegre, RS, a XII Conferência Internacional de Arroz para a América Latina e Caribe.


Este evento está sendo organizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz - IRGA (Brasil), pelo Fundo Latino-Americano de Arroz Irrigado - FLAR, pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical - CIAT e pela Aliança Global para a Pesquisa do Arroz - GRISP.

Estarão presentes muitos especialistas, de todo o mundo, para discutir temas relacionados com a pesquisa e a produção de arroz no continente americano. O tema central é "Horizontes para a Competitividade". Nesse contexto será abordado o conhecimento atual e a contribuição da pesquisa em melhoramento genético, manejo da cultura e mudanças climáticas. Também serão discutidas as oportunidades de mercado e as parcerias para a competitividade da cadeia do arroz na América Latina.

O encontro dos agricultores e cientistas também será uma ótima oportunidade para celebrar o vigésimo aniversário do FLAR, que é uma parceria de vários países latino-americanos e tem promovido pesquisa, desenvolvimento e cooperação internacional no cultivo do arroz.

As atividades da Conferência serão concluídas no dia 26 de fevereiro com um dia de campo na Estação de Pesquisa - IRGA, em Cachoeirinha, RS (próximo à Porto Alegre).


Confira a programação em: http://conferenciaarroz2015.com.br/index.php?pagina=7


Maçarico-preto nas lavouras de arroz irrigado

Fato que tem ocorrido nos últimos anos nas lavouras de arroz irrigado, e que tem preocupado os produtores, é a presença de uma ave preta com bico curvo, cujos bandos têm aumentado substancialmente. Conheça um pouco mais sobre esta ave na matéria postada abaixo e preparada pelo pesquisador Eduardo Rodrigues Hickel da Epagri – Estação Experimental de Itajaí.

Uma “ave preta com bico curvo” pode fazer alusão a duas espécies muito parecidas e pertencentes à família Threskiornithidae, da ordem Pelecaniformes (Ciconiiformes em parte): o maçarico-preto e a caraúna-de-cara-branca.
Seus parentes mais próximos são os guarás (Eudocimus ruber) e as curicacas (Theristicus caudatus), que também apresentam o bico longo e curvado para baixo.

Maçarico-preto Maçarico-preto é nome comum para a espécie Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823), cujo nome científico vem do grego: phimosus, phimus, phimos = focinho; e do latim: infuscata, infuscatus, infuscus = escuro, enegrecido, ou seja, ave escura com focinho ou ave negra com focinho.
Por ter ampla dispersão no território nacional, o maçarico-preto recebe vários nomes populares, como tapicuru-de-cara-pelada, tapicuru-preto, maçarico-de-cara-pelada, maçarico-do-banhado (no sul), chapéu velho e até frango-d'água (no Pantanal). Em inglês é conhecido como Bare-faced Ibis.
O maçarico-preto mede de 46 a 54cm de comprimento e pesa cerca de 575g. Apresenta um bico longo e curvado para baixo, cuja cor varia de amarela-alaranjada até amarela-viva, contrastando com a plumagem negra com reflexos verde-azulados. A cara é também alaranjada. Acontece porém que, devido a ave se alimentar nos lodaçais, o bico e cara acabam ficando enegrecidos pela lama.
Ninho de maçarico-preto De outubro a janeiro, os casais costumam se isolar temporariamente do bando para procriar. Constroem o ninho nos juncais, onde colocam de dois a cinco ovos azulados, que incubam por 23 a 24 dias. Os filhotes tem a primeira plumagem pardo-escura, quase negra, atingindo o tamanho do adulto em torno de um mês após a eclosão.
A dieta do maçarico-preto inclui caranguejos, pitus e outros crustáceos, caramujos, bivalves e outros moluscos, minhocas e outros vermes, insetos e inclusive matéria vegetal (sementes e folhas). Nos banhados e várzeas, procura alimento na água rasa usando o bico para isso, enquanto caminha lentamente. Pode também se alimentar em terra firme, furando o solo com o bico, porém sempre próximo de locais com água.
Bando de maçarico-preto
A ave vive em bandos em brejos, margens de rios, banhados e campos recentemente arados. Dormem em áreas abertas pousadas no solo, ou em árvores. No Pantanal, se reúnem em bandos enormes, voando alto para o local de repouso. Pela manhã já estão espalhados, atrás de comida.
A distribuição geográfica da espécie inclui o Brasil, a Argentina, a Bolívia, a Colômbia, o Equador, a Guiana, o Paraguai, o Suriname, o Uruguai e a Venezuela. No Brasil, ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goias, Bahia e Minas Gerais.
Não se sabe ao certo se a espécie é migratória, porém o deslocamento de indivíduos em função de estações secas pode ocorrer, como no pantanal mato-grossense.

Caraúna-de-cara-branca é nome comum para a espécie Plegadis chihi (Vieillot, 1817), cujo nome científico vem do grego: plëgados, plegadis = em forma de foice, falciforme; e chihi = onomatopeia francesa para o som emitido por este pássaro, ou seja, ave com bico falciforme que pia “chihi”.
O nome comum da espécie prevalece por todo o território nacional. Em inglês é conhecido como White-faced Ibis.
A caraúna-de-cara-branca mede de 43 a 65cm de comprimento e pesa cerca de 610g. Apresenta um bico longo e curvado para baixo, de cor cinza-escura. A coloração da plumagem é castanho-escura com lustro verde-metálico, porém adquire tom purpúreo-metálico no dorso, asas, cabeça e pescoço na época reprodutiva, quando as pernas cinzentas também ficam avermelhadas. Uma borda de penas brancas cerca a pele facial que é de uma cor entre rosada e vermelha.
Os hábitos reprodutivos, alimentares e comportamentais são muito semelhantes ao do maçarico-preto, onde ambas as espécies coexistem. A caraúna-de-cara-branca também se alimenta de peixes e pequenos anfíbios e pode nidificar em árvores.
A distribuição geográfica da espécie inclui o Brasil, a Argentina, o Peru e o Chile. No Brasil ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A caraúna-de-cara-branca também ocorre no México e nos Estados Unidos, onde é espécie migratória. Na América do Sul as populações são endêmicas.

Além destas, também pode estar ocorrendo uma terceira espécie nas lavouras: o coró-coró ou caraúna, Mesembrinibis cayennensis (Gmelin, 1789), cujo aspecto da ave é muito semelhante ao das outras duas espécies. Contudo, o coró-coró é uma espécie de borda de mata, que não constitui grandes bandos.

O aumento populacional destas aves está relacionado ao sucesso reprodutivo das espécies, resultante da fartura de alimento e áreas para alimentação e da aparente falta de predadores nessas áreas. Para essas espécies, a maior predação ocorre durante a nidificação, sendo ovos e filhotes caçados por vários predadores. Depois de adultas, essas aves têm poucos predadores.
Por serem constituintes da fauna silvestre, qualquer proposta de manejo das populações terá que estar respaldada pelos órgãos ambientais competentes, como a Fatma e o Ibama.

Mais informações, consulte:
Wiki Aves. http://www.wikiaves.com.br
Aves Catarinenses. http://www.avescatarinenses.com.br
Planet of Birds. http://www.planetofbirds.com